31 de janeiro de 2007

Guia de Sobrevivência para Pessoas com Síndrome de Asperger - Olhando para o lado bom

5. Olhando para o lado bom

  • Muitas coisas são mais fáceis para as pessoas autistas inteligentes do que são para os neurotípicos.
  • Pessoas autistas podem ser especialmente boas no aprendizado de fatos, habilidades e talentos, desde que (A) queiram isso e que (B) tenham acesso ao meterial apropriado para o aprendizado. Isso pode proporcionar boas perspectivas de carreira e às vezes é o suficiente para compensar qualquer deficiência.
  • Dons úteis que os autistas podem ter incluem memória fotográfica, uma visão mais consciente da lógica e uma extraordinária capacidade de programação de computadores.
  • Demonstrar uma consistente pontualidade no seu local de trabalho e fazer meticulosamente trabalhos com alto padrão de precisão e detro dos prazos pode fazer você ganhar respeito extra de seu gerente ou supervisor.
  • Algumas pessoas dizem que a honestidade nem sempre é a melhor política, mas você pode contar a verdade com precisão para as pessoas certas e ainda assim retê-la quando a confidencialidade é necessária. Sua inigualável honestidade pode fazer com que você ganhe muito respeito.
  • Se você é geralmente uma pessoa calma, que muitas vezes só fala quando vê que isto vale a pena, isto pode ser muito bem vindo no seu local de trabalho.
  • Não ter vinculado a sua vida à todas as regras não escritas da sociedade, pode ter tornado você um pensador muito original.
  • Em muitas situações em que as pessoas neurotípicas podem se sentir provocadas ou intimidadas, você pode não ser afetado e manter um pensamento claro. Você pode ser completamente distante e imune à atmosferas tensas e más vibrações que faz outras pessoas sofrerem. Um problema decorrente disto é que você pode também ser imune aos sinais de perigo, mas este livro o ajudará a reconhecê-los.
  • Se desejar, você pode obter subsídios e informações técnicas para ajudá-lo na vida, não pense que você é um idiota por fazer isto. Se você tem tido uma vida muito dura, então talvez você mereça esta consideração especial. Isto pode ser prático se você precisar estar em um júri, neste caso, pode ser uma boa idéia buscar o apoio de um bom psicólogo que entenda o problema.

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Traduzido pelo Blog Olhar Aspie

Guia de Sobrevivência para Pessoas com Síndrome de Asperger - Preocupações

4. Preocupações
  • Uma característica das pessoas autistas é serem especialmente boas em se preocupar.
  • Você pode estar recebendo um péssimo retorno pela maioria dos seus esforços na vida e achar que a maioria das pessoas falam livremente entre si de uma forma que parece tola para você.
  • Se você tentar se integrar com eles falando das mesmas tolices provavelmente elas irão se aborrecer.
  • Ora, se as outras pessoas podem reclamar de você por causa das tolices que fala, porque você não pode reclamar delas por causa de suas tolices? Isto não é justo. Você está aborrecido? Se você está, então tem todo o direito do mundo de estar. Mas você não pode mudar a forma com estas coisas funcionam. Este livro pode, todavia, ajudar-lhe a compreender melhor estas tolices dos outros.
  • O problema da preocupação, é que ela pode fazer com que você deixe de dar atenção às coisas em que realmente deveria se concentrar para resolver um problema.
  • Em alguns problemas, ver o seu lado mais engraçado pode tornar as coisas muito mais fáceis. Se você aprender a rir deles muitas das suas preocupações podem desaparecer.
  • Muitas pessoas mantém os seus problemas para si e olham para si mesmas como se estivessem no topo do mundo, mas a maioria das pessoas precisam falar sobre seus problemas com outras. O truque está em saber escolher as pessoas certas para falar.
  • Não fale sobre seus problemas em público ou para pessoas que você não conhece (exceto os conselheiros). Fazendo isto você apenas demonstrará fraqueza para as pessoas em sua volta. Não pense que elas irão escutá-lo.
  • Falar de seus problemas em público talvez o leve a ganhar simpatia em um curto prazo, mas provavelmente irá isolá-lo a longo prazo.
  • Você pode falar de seus problemas com os professores, os pais, os parentes próximos, e às vezes com os amigos, mas sempre em privado.
  • Ás vezes, mas nem sempre, é bom falar de seus problemas com os amigos em um pequeno grupo, desde que isso seja relevante para a conversa.
  • Quando você falar de seus problemas, tente fazê-lo sem se rebaixar muito. Falar de forma muito negativa de si próprio trará para você sentimentos negativos, e estes sentimentos negativos impedirão você de cuidar de si próprio, então você ficará para baixo, entrando em um círculo vicioso.
  • Em relação a esta última afirmação, tente entrar em um ciclo positivo, se puder. Isto se chama atitude mental positiva (AMP), onde pensar sobre seu lado mais positivo faz com que se sinta mais positivo quanto a si mesmo e mais capaz de defender-se das humilhações.
  • Algumas vezes as pessoas podem rotular você como incapaz ou ignorante. Isto pode estar acontecendo porque você não teve nenhuma oportunidade para mostrar a sua inteligência, não porque é verdade.
  • Um sentimento horrível de ser enfrentado é a culpa. Se você acha que tem culpa por alguma coisa, deve perguntar a si mesmo se sabia que estava fazendo algo errado. Se você não sabe, ou só tem um vago sentimento sobre isso, então você não pode se culpar, mesmo que as outras pessoas façam isso. Tudo o que podemos fazer a pedir desculpas e dizer que não faremos isto novamente.
  • Freqüentemente pedir desculpas a alguém pode ajudar a aliviar a culpa, mas é suficiente pedir apenas uma vez. Se você pedir desculpas várias vezes as pessoas podem interpretar que você é tímido ou vulnerável.
  • Se você acredita que o mundo está todo contra você, isto é uma ilusão. Além disso, todo mundo se sente assim de vez em quando.
  • Lembre-se de ser paciente ao colocar em prática o conteúdo deste livro. Desenvolvimento pessoal pode ser um processo lento e difícil.
  • Outro problema que você pode enfrentar é conseguir as coisas apenas pela metade, e entender que isto não é suficiente. Você pode ser uma pessoa do tipo “tudo ou nada”, mas lembre-se, esta pessoa pode ser o autismo falando.
  • Lembre-se de que a palavra-chave é determinação, e se sente em seu coração que é capaz de fazer algo, então deve tratar de conseguí-lo.
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Traduzido pelo Blog Olhar Aspie

Guia de Sobrevivência para Pessoas com Síndrome de Asperger - Obtendo o melhor deste livro

3. Obtendo o melhor deste livro

  • Nem todos vão entender completamente este livro de imediato, mas se alguma informação não faz sentido à primeira vista, então ela pode vir a fazer mais sentido se você ignorá-la agora e voltar a ela mais tarde.
  • Este é um livro escrito para tornar você consciente das muitas regras não escritas que a maioria das pessoas conhecem instintivamente, de forma que você possa ter esta informação como um dado adquirido.
  • Quando as pessoas desobedecem a estas regras não escritas, por vezes acabarão com elas, mas em geral os que quebram as regras informais sofrem punições informais. Estas punições podem incluir rir da pessoa até ser tratada como uma pessoa menos importante, sendo então isolada socialmente.
  • A coisa mais difícil em ser autista (ou ter Síndrome de Asperger) é que as pessoas esperam que você conheça estas regras e viva de acordo com elas tal como elas fazem, apesar de ninguém nunca ter dito nada a você sobre elas. Não há dúvida de que isso é extremamente injusto, mas infelizmente a maioria das pessoas não verá desta maneira, porque elas não entendem o problema.
  • Se você está tendo problemas para aceitar que você é autista (ou tem Síndrome de Asperger), você pode acabar tornando as coisas ainda mais difíceis para si mesmo. Aceitar isto não só o ajudará a tirar o máximo proveito deste livro, mas também poderá permitir que você se perdoe pelas coisas erradas que fez e curar algumas das dores que você pode estar sofrendo em silêncio.
  • Normalmente existe uma regra não escrita contra a falar de regras não escritas em público, mas normalmente ela não se aplica quanto a falar sobre elas com os pais, professores, conselheiros ou amigos quando você estiver sozinho com eles.
  • Em relação a muitas destas regras, é provável que você queira que elas sejam melhor explicadas para você. Infelizmente, nem todas elas podem ser explicadas sem se afastar do que é importante para os objetivos deste livro. Além disso, as pessoas podem ser capazes de seguir as regras neste livro, mas não serem perfeitamente conscientes do seu conhecimento sobre delas.
  • Se você se manter ocupado questionando estas regras, talvez não seja possível colocá-las em prática, então talvez você não tire o proveito máximo deste livro. Entretanto, não há mal em gastar algum tempo questionando-as.
  • Eu não fui capaz de incluir algumas regras não escritas, ou porque são demasiadamente vagas e dependem muito da situação específica ou por eu ainda não as ter descoberto pessoalmente.
  • Depois de ter lido este livro você pode ter a impressão de que estas são as regras de um jogo um tanto bobo, e sim, este jogo é a vida e as regras não podem ser mudadas.
  • O problema com o jogo da vida é que cada situação é um pouco diferente. Algumas coisas podem ser adequadas em algumas situações, mas não em outras. Este livro não pode lhe dizer como reagir em cada situação, mas apenas lhe dar um conjunto de diretrizes gerais.
  • As pessoas autistas tendem a ter memórias detalhadas, as pessoas não-autistas tendem a ter memórias de um quadro geral ou um enredo. Estes enredos acompanham o seu atento trabalho de investigação que permite à maioria das pessoas a aprender as regras não escritas da sociedade que são abrangidas por este livro.
  • Você pode conhecer algumas ou muitas das regras mostradas neste livro já. No entanto, elas devem ainda assim serem incluídas para as pessoas que ainda não as conhecem.
  • Às vezes, certas pessoas possam dar-lhe conselhos e críticas que você considere um pouco paternalistas, pedantes ou irrelevantes. Isto pode muitas vezes o levar a querer ser rebelde, mas você pode acabr sendo, na verdade, rebelde contra as coisas que são mais úteis para você.
  • Lembre-se, este livro foi escrito em parte com base nas minhas próprias experiências pessoais, e que o que é bom para mim nem sempre é o melhor para outra pessoa.
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Traduzido pelo Blog Olhar Aspie

Guia de Sobrevivência para Pessoas com Síndrome de Asperger - Introdução

2. Introdução

Desde minhas lembranças mais remotas tive complexos pensamentos e idéias que fizeram com que eu me sentisse alguém único. Quando era uma criança pequena no início na escola primária, utilizei a maior parte de meu tempo fazendo apenas minhas próprias coisas, sem ser muito consciente do restante das pessoas. Meus constantes e intrigantes pensamentos e idéias ficavam trancados em minha mente e não conseguia comunicá-los às outras pessoas.

Quando tinha sete anos de idade recebi o diagnóstico de autismo em uma forma que hoje é conhecida como Síndrome de Asperger. Pouco tempo depois fui transferido para uma escola especial chamada Whitfields, em Walthamstow, Londres, onde durante os 8 anos seguintes recebi ajuda especializada, a maior parte dela vinda de uma mulher alegre e de grande espírito chamada Janny. Logo após meu início nesta escola eu e minha família nos envolvemos em um grupo de apoio à família chamado Kith and Kids, para o qual faço regularmente um trabalho voluntário ou compras, mantendo-o sempre ativo e criativo.

Com quatorze anos fui para uma escola chamada West Lea, em Edmonton, onde finalmente recebi o meu General Certificate of Secundary Education no que fiz bem. O meu reconhecimento como bom candidato para GCSE's foi conquistado principalmente pelo meu professor de francês, o senhor Cole, a quem sou muito grato.

Aos dezessete anos pude começar o último ano do ginásio em Winchmore, onde trabalhei duro no meu Advanced Level, mas isto me transformou em um grande alvo de chacotas e abusos por parte de outros estudantes. Foi também à esta altura que comecei a aprender a cuidar de mim mesmo, e que também percebi que haviam muitas regras não escritas sobre comportamento e conduta que todo mundo sabia, exceto eu.

Fui então aceito pela Universidade de Manchester para cursar um Bacharelado em Bioquímica, o qual já tenho concluído. Entrei para a universidade com a mesma ilusão que tive ao longo da vida, pensar que um novo começo significaria não ter mais de lidar com as chacotas. Minha vida social no primeiro ano foi terrível, morei o ano inteiro em um apartamento com outros sete rapazes, vivendo praticamente isolado.

No segundo ano acabei morando em uma casa em Fallowfield, onde tinha três colegas e dois espaços livres. Acabei lá completamente por acaso. Tornei-me melhor amigo de Nick, que chegou por último e preencheu o espaço extra. Ele era um rebelde, e desde então, ensinou-me muitos dos truques de que eu necessitei nas mundanas, e às vezes hostis, ruas e casas noturnas de Manchester. Entre o segundo e o terceiro ano reservei um lugar, de forma impulsiva, em uma expedição na África Oriental onde, por minha própria conta e risco, passei a maior parte do tempo longe do grupo (que me rejeitou) aprendendo sobre os estilos de vida e os costumes da população local. Nunca antes a minha pobre mãe tinha ficado tão preocupada comigo. No meu último ano tive a sorte de conviver com pessoas que eram extremamente maduras e espirituosas de uma maneira construtiva. Após me graduar fiz uma variedade de trabalhos com crianças com autismo tanto aqui como no estrangeiro. Hoje trabalho como animador infantil e considero que esta foi uma boa escolha.

Agora decidi escrever um livro com uma finalidade, passar a minha experiência de sobrevivente como pessoa com Síndrome de Asperger num mundo em que cada situação é ligeiramente diferente, em benefício de outras pessoas que sofrem da Síndrome de Asperger. Quero estabelecer um conjunto de regras e orientações em um estilo semelhante à um código de conduta, com um formato fixo, evitando confusões desnecessárias. Os itens serão expressos de forma inequívoca, evitando que as pessoas se confundam ou os apliquem fora de contexto.

Provavelmente terei um público de pessoas autistas e não-autistas. Quero salientar que muitos dos pontos podem ser muito óbvios para algumas pessoas, mas são completamente alheios à outras, por isso não os interpretem como se fossem paternalistas ou pedantes.

Eu decidi escrever este livro agora e não mais tarde porque vejo que as idéias e lições de vida estão ainda muito claras em minha mente. Algumas pessoas podem achar este livro um pouco mundano, mas eu acredito que, em um determinado momento a pessoa autista tem que ir para fora, para este odioso mundo, de uma forma independente, logo, a última coisa de que precisam é serem protegidas. Quero munir as pessoas com os truques e os conhecimentos de que necessitam, a fim de defenderem-se, sem impor opiniões ou ser hipócrita. Para escrevê-lo embaseime-me também em benéficos e construtivos comentários que venho recebendo de pais de outras pessoas autistas. Não gostaria que algum companheiro autista seja colocado sob pressão desnecessária para ler este livro. Para começar, colocar este livro em algum lugar do quarto pode ser suficiente para que ele seja visto e desperte um saudável interesse.

Direciono este livro para um única finalidade, que é a de melhorar a qualidade de vida das pessoas e recomendo fortemente que nenhum dos meus leitores autistas venha a se fixar em aplicar este livro o mais depressa possível. Lembrem-se que Roma não foi construída em um dia.

Eu mesmo tenho ainda dificuldades para por em prática todas estas regras, mas certamente o ajudará a tomar consciência delas.

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Traduzido pelo Blog Olhar Aspie

Guia de Sobrevivência para Pessoas com Síndrome de Asperger - Prefácio

1. Prefácio

Até onde sei, este livro é único. Um certo número de pessoas com a Síndrome de Asperger, nomeadamente Temple Grandin, Donna Williams, David Miedzianik, Therese Joliffe, Kathy Lissner e 'Darren White' deram-nos uma visão muito pessoal sobre as suas experiências, às vezes sob um ponto de vista crítico. Mas Marc foi um pouco mais além por fazer um escrito totalmente prático, estabelecendo um guia geral para questões básicas da vida cotidiana que seus companheiros tem de lidar.

Marc sabe por si próprio aquilo que as pessoas com Síndrome de Asperger têm de compreender, e muito do seu conhecimento foi adquirido através de experiências amargas. Seu desejo manifesto é que os outros não precisem aprender pelo mesmo caminho árduo, e que alguns de seus próprios erros possam ser evitados por outras pessoas.

Marc tinha idéias próprias sobre como os problemas do autismo podem ser compreendidos, e estas serão de interesse para quem tentar entender o “enigma”, quer a partir de dentro ou de fora. Qualquer pessoa com Asperger pode ser ajudada segundo o entendimento de Marc de que “pessoas autistas têm de compreender científicamente aquilo que as já as pessoas não-autistas podem compreender instintivamente”. Suas opiniões não são exclsivamente com base em sua experiência pessoal, suas sugestões para enfrentar as dificuldades foram experimentadas por outros além dele próprio.

Este livro contém conselhos realmente úteis, alguns dos quais dificilmente seriam dados por profissionais, por são saberem o quanto eles seriam relevantes. Marc pode atestar esta relevância, e isto por si só lhe confere valor convincente para qualquer homem ou mulher jovem lidar com a Síndrome de Asperger, mas é também esclarecedor às famílias e aos profissionais que pretendem ser úteis, mas muitas vezes se sentem incapazes para esta tarefa. E Marc nos lembra de coisas que estamos esquecendo, por exemplo, que “um progresso lento é ainda um progresso”.

Como pessoa envolvida no aconselhamento, tanto de pessoas com Síndrome de Asperger quando de suas famílias, sei que vou utilizar este livro como meu mais importante auxílio. Penso que poderia aliviar a enorme frustração e depressão sofrida por tantos jovens quando tentam se integrar com um mundo não muito simpático. Todos nós devemos estar gratos ao Marc pela sua realização. Estamos muito orgulhosos de publicar este livro.

Elizabeth Newson
1997

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Traduzido pelo Blog Olhar Aspie

Guia de Sobrevivência para Pessoas com Síndrome de Asperger

Um Guia de Sobrevivência para Pessoas com Síndrome de Asperger

(Uma Tradução de A Survival Guide for People with Asperger Syndrome, escrito por Marc Segar e disponível aqui)

Capa da edição francesa do livro

Índice

1. Prefácio

2. Introdução

3. obtendo o melhor deste livro

4. Preocupações

5. Olhando para o lado bom

6. Linguagem corporal

7. Distorções da Verdade

8. Conversas

9. Humor e Conflitos

10. Problemas relacionados à sexualidade e questões sobre programas

11. Encontrando amigos verdadeiros

12. Mantendo uma boa imagem

13. Limpando a imagem

14. Escola

15. Vivendo longe de casa

16. Entrevistas e empregos

17. Dirigir

18. Viajando ao estrangeiro

19. Oportunidades

20. Uma análise pessoal da profundidade do problema

21. Outras leituras


Comentários a respeito desta tradução

A princípio fiquei em dúvida se deveria publicar esta tradução. O primeiro problema é a impossibilidade de contato com o autor original, visto seu falecimento em 1997, o segundo é que eu mesmo não me sentia com habilidade suficiente para fazê-la.

No entanto Marc revela na introdução deste livro que o seu desejo ao escrevê-lo foi que beneficiasse outros autistas e aspies, e este é justamente o objetivo desta tradução, assim entendo que publicar este texto é ajudar o seu autor a alcançar seu objetivo.

A tradução levou algumas semanas de trabalho em horas vagas. Mesmo assim ainda há o que possa ser melhorado, tanto a nível de tradução quanto o gramatical. na verdade eu só publiquei esta tradução porque achei que ninguém mais o faria tão cedo, então espero que esta publicação possa ser um incentivo para quem quiser ajudar a melhorá-la.

Este texto está, como vocês podem ver, publicado em um blog, cada capítulo isolado como um post. Isso significa que ao fim de cada capítulo há uma área reservada para comentários. Sinta-se a vontade para discutir o capítulo e sugerir melhorias nesta área. Ao final de cada capítulo há um link para o texto original.

Boa leitura!

15/02/2008